______Versão on-line do zine Canibal Vegetariano______

Somos loucos apaixonados por rock, buscando sempre divulgá-lo de forma independente, sem jabá e amarras.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Dez dias de muito rock em Campinas


O festival de música independente AutoRock chega a sua 8° edição e anuncia sua programação entre os dias 11 e 21 de Setembro. A abertura do festival ocorreu na quinta-feira (11). O evento é realizado desde 2003 na cidade de Campinas.

O festival AutoRock, considerado como um dos maiores festivais dedicados à música independente do Brasil, chega a sua 8° edição e apresenta uma programação com apresentações de 51 bandas e a mostra “AutoTrash” com 22 curtas/filmes sob a curadoria do diretor Petter Baiestorf.
Este ano o festival será realizado entre os dias 11 e 21 de Setembro na cidade de Campinas, interior de São Paulo, e como nos últimos anos ocorre em diversas casas de shows, praças e espaços públicos. Ao todo serão 17 eventos distribuídos nos dez dias de festival. Pela quinta vez o festival traz uma atração internacional, nesta edição a convidada é a banda espanhola Belgrado. Desde a sua primeira edição o AutoRock conta com bandas locais, do estado e de outras regiões do Brasil, os destaques desta edição são Dead Fish (ES), Camarones Orquestra Guitarrística (RN), Evil Idols (PR), Os Vulcânicos (RJ), Chuck Violence (SC), Seek Terror, Periferia S.A de São Paulo capital e as locais Muzzarelas e Lisabi.
Confira a programação completa e detalhada do Festival Autorock 2014 e programe-se!
PROGRAMAÇÃO FESTIVAL AUTOROCK 2014 - SHOWS Dia 11/9 — 19h: Abertura da Exposição Autorock, com show com a banda Twinpines Onde: DisORder (Rua General Osório, 1.565, Cambuí, fone: 19 3381-0309) Quanto: Entrada franca — 21h: Show com as bandas The Violentures, Footstep Surf Band e Modulares Onde: Sebastian Bar (Rua Dona Maria Umbelina Couto, 79, Guanabara, fone: 19 3212-1508) Quanto: R$ 12
Dia 12/9 — 21h: Festa SKAndalosa com as bandas Ba Boom e El Kabong Onde: Casa São Jorge (Av. Santa Izabel, 655, Barão Geraldo, fone: 19 3249-1588) Quanto: R$ 20 — 22h: Show com as bandas Beyond the Grave, Violent Ilussion, Cicatrizes do Ódio e Metalizer Onde: Woods Music Bar (Rua Erasmo Braga, 6, Bonfim, fone: 19 3243-5297) Quanto: R$ 15
Dia 13/9 — 16h: Show com as bandas Camarones Orquestra Guitarristica (RN), Evil Idols (PR), Labataria, Os Pontas e Malvo Local: Praça Rui Barbosa (atrás da Catedral, no Centro). Quanto: Entrada franca — 22h: Show com as bandas Ema Stoned e A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante Onde: Bar do Zé (Av. Albino J.B. de Oliveira, 1.325, Barão Geraldo, fone: 19 3289-3159) Quanto: R$ 12 — 22h: Show com as bandas Desenmascarado e Belgrado (Espanha) Onde: Echos (Rua Agostinho Pattaro, 54, Barão Geraldo, fone: 19 3201-8900) Quanto: R$ 15.
Dia 14/9 — 16h: Show com as bandas Seek Terror, Horace Green e Gagged Local: Quintal do Gordo (Rua Sete de Setembro, 553, Vila Industrial) Quanto: R$ 10 Dia 18/9 — 21h: Show com as bandas Topsyturvy e Cheesehead Onde: Barril da Mafia (Rua Dom Pedro I, 390, Guanabara, fone: 19 3241-0982) Quanto: R$ 15 — 22h: Show com as bandas Instrumentalia e Sr. Macaco Onde: Rudá (Av. Santa Izabel, 490, Barão Geraldo, fone: 19 3249-3087) Quanto: R$ 10 (até as 22h) e R$ 15 (após as 22h)

Dia 19/9 — 21h: Show com as bandas F.U.B.E e Fantástica Maddame + Riva Rock nos vinis (Tributo a Jimi Hendrix) Onde: Brazuca (Av. Santa Izabel, 800, Barão Geraldo, fone: 19 3291-9121) Quanto: R$ 15 — 22h: Show com as bandas Kosmica, Hellgrass e Vermoon Onde: Memphis (Av. Andrade Neves, 2.042, Castelo, fone: 3243-8290) Quanto: R$ 10 (até as 22h) e R$ 15 (após as 22h) Dia 20/9 — 15h: Show com as bandas Bad Taste, Atitude!, RND, Cerkelétrika, Drakula e Porrada Solicitada Onde: Praça Integração (Av. João Paulo II, s/n°, Padre Anchieta) Quanto: Entrada franca — 21h: Show com as bandas Os Vulcanicos (RJ) e Chuck Violence (SC) Local: Kabana Bar (Av. Dr. Romeu Tortima, 485 - Barão Geraldo, fone: 19 3201-8216) Quanto: R$ 12 (homem) e R$ 8 (mulher) — 22h: Show com as bandas: Periferia S.A, D.E.R, Filhos Bastardos e VxOxSx Local: Woods Music Bar (Rua Erasmo Braga, 6, Bonfim, fone: 3243-5297) Quanto: R$ 15.
Dia 21/9 — 15h: Show de enceramento com as bandas Dead Fish (ES), Muzzarelas, Lisabi, AQUëLES!, Don Ramón, Iodo, Slag, Dona HxCélia. Onde: Concha Acústica do Parque Portugal - Lagoa do Taquaral (Av. Dr. Heitor Penteado, Portão 2, Taquaral) Quanto: Entrada franca.
PROGRAMAÇÃO DA MOSTRA DE CINEMA AUTOTTRASH Dia 15/9, 19h: — Horário Nobre ou Banquete Para Urubus (Dimitri Kozma, 2012, 20 min.) — Confinópolis (Raphael Genuíno, 2011, 15 min.) — Mal Passado (Júlio Wong, 2013, 20 min.) — O Terno do Zé (Fabiano Soares, 2013, 21 min.) — Matadouro (Carlos Júnior, 2012, 70 min.)
Dia 16/9, 19h: — Gemini (Leandro Lopes, 2013, 5 min.) — Ia Dizer Que Voltei (Matheus Frazão, 2013, 30 min.) — Vamos La Camarada, Aperte a Mão do Coleguinha (Angelo Souza, 2013, 30 min.) — É Campeão (Lud Lower, 2014, 5 min.) — Entrei em Pânico 2 (Felipe M. Guerra, 2011, 82 min.)
Dia 17/9, 19h: — Trailer de Cléopatra 2 (Filmaralho, 2014, 5 min.) — Pressa de te Amar (Gurcius Gewdner, 2014, 3 min.) — AM-SP Punk Rock (Matheus Souza, 2012, 5 min.) — Sede (Cleiner Micceno, 2013, 15 min.) — Hard Rock Zombies (Krishna Shah, 1985, 98 min.)

Dia 18/9, 19h: — Trailer de Zombio 2:Chimarrão Zombies (Petter Baiestorf, 2013, 2 min.) — O Boitatá (Helvécio Parente, 2013, 13 min.) — Freelance Ninjas - Primeira Classe (Mike Klafke, 2013, 30 min.) — O Colírio de Corman (Dick Magoon, 2014, 20 min.) — Pink Narcissus (James Bidgood, 1971, 64 min.) Dia 19/9, 19h: — Six She's And A He (Richard S. Flink, 1963, 47 min.) — La Nave de los Monstruos (Rogelio A. González, 1960, 81 min.) Onde: Museu de Imagem e Som de Campinas - MIS (Rua Regente Feijó, 859, Centro, fone: 19 3733-8800) Quanto: Entrada franca

domingo, 7 de setembro de 2014

De Itatiba para o mundo

Canibal Vegetariano
A banda itatibense Fake Vulgarys lançou recentemente seu primeiro EP "A man who says". Com cinco músicas e gravado de maneira totalmente independente, as músicas do quarteto ganhou projeção internacional e blogs especializados em músicas comentaram muito sobre o EP. Para saber mais sobre esse trabalho, o zine/blog Canibal Vegetariano bateu um papo com os caras para saber mais sobre a banda e também sobre o EP.

Canibal Vegetariano: Por favor, apresentem-se aos nossos leitores: nomes, instrumentos e etc.
Fake Vulgarys: Composto por Rafael Cataldo (Vocal e Guitarra solo), Diego Machado (Guitarra base), Caio Guttner (Baixo) e Eduardo Limas (Bateria). A banda Fake Vulgarys surgiu em meados de 2012, com diversos músicos passando pelo baixo e bateria. Em 2013, Caio assumiu o baixo e a banda começou a gravação do primeiro EP. Durante o processo o baterista Eduardo juntou-se a nós fazendo desta a formação mais longa da banda.

CV: Como surgiu o nome Fake Vulgarys? Tem algum significado ou crítica a algo?
FV: A ideia do nome surgiu a partir de um disco do Queens of The Stone Age, chamado “Era Vulgarys”. A palavra “Vulgarys” gera muita confusão por ter diferentes sentidos. Vulgar significa ordinário, comum e como não nos consideramos parte deste meio, procuramos uma palavra que viesse a contrariar esta ideia. Daí surgiu a palavra “Fake”, termo bem comum na internet nos dias de hoje. Resumindo, o significado por trás do nome “Fake Vulgarys” é o de que todo mundo deve ter senso crítico e não deve seguir cegamente pré-conceitos, que são martelados por inúmeros veículos de comunicação. Apesar de sermos obrigados a viver segundo as regras estipuladas pela sociedade, tentamos na medida do possível, fazer aquilo em que acreditamos através da música.

CV: O som de vocês remete a bandas inglesas e estadunidenses. Quais são as principais influências da banda?
FV: Os integrantes tem influências distintas e que começam lá atrás pelos Beatles & Stones passando por Led Zeppelin, Queen, Sabbath, U2, Red Hot, Nirvana, Oasis, Foo Fighters e Queens of The Stone Age. Não dá para citar todas as bandas pois cada membro tem um gosto bem distinto. O Caio curte mais metal, o Dú e o Diego curtem mais Grunge e o Rafael Brit-Rock e Stoner Rock. As composições acabam por refletir uma mistura de vários elementos dentre estes gêneros com maior influência do rock presente nos anos 90.

CV: Como vocês compõem? 
FV: O processo de composição não segue nenhuma regra. Das 5 músicas do EP, em três o Rafael e o Diego compuseram juntos seja um trazendo um riff e o outro criando as partes dos vocais, seja ajudando na harmonia, etc. Por exemplo, a música “In Any Life with Her” começou com o Diego mostrando uma melodia no teclado e daí o Rafael criou a melodia/ letra, depois o Caio ajudou a criar a parte da ponte, etc.  Como as músicas são em inglês, o Rafael é o responsável pelas letras, mas em alguns sons como Sin City, Diego o ajudou com algumas ideias. Às vezes as músicas já vem com a sua estrutura pronta como “A Man Who Says” e “Fight For Another Day”, que o Rafael trouxe prontas. Nos arranjos criados na pré-produção todos os membros tem a liberdade de opinar e assim vamos acrescentando elementos na música.

Canibal Vegetariano

CV: Falem sobre a gravação do EP. Como ele surgiu, como foi o processo no estúdio?
FV: Montamos um Home Studio e o EP foi concebido totalmente de forma independente onde somente os membros da banda participaram das etapas de produção, gravação, mixagem e masterização. Trabalhamos com muito afinco para encontrar a melhor maneira de obter um bom resultado sem grandes investimentos.  

CV: O EP de vocês têm sido muito bem comentado fora do Brasil. Como vocês avaliam essa informação?
FV: Para ser sincero, esta notícia nos pegou de surpresa. Trabalhamos muito ao longo de 2013 para gravar um EP de qualidade. Sabíamos do potencial das músicas, mas mesmo assim não esperávamos um retorno tão rápido, principalmente, de fora do país, onde conseguimos maior retorno do público. Uma matéria americana nos destacou como uma dentre 7 bandas independentes estrangeiras que você deveria ouvir. Um motivo de muito orgulho foi que éramos a única banda latino-americana a ser citada.

CV: Quais os planos de vocês para o restante deste ano?
FV: Agora estamos nos concentrando em finalizar as músicas para o nosso primeiro CD e estamos fazendo shows para divulgar o nosso EP.

CV: Uma pergunta específica ao Caio. Você sempre tocou em bandas voltadas ao metal. O que te fez mudar e tocar um som mais alternativo?
CG: Minhas principais influências são, com toda a certeza, oriundas do Metal e por um bom tempo só escutava e tocava esse tipo de som. Com o tempo fui conhecendo outros estilos e mudando um pouco minha forma de tocar. Hoje já passei por bandas de Blues, Classic Rock, Punk, Progressivo e Pop Rock. Entrei no Fake, principalmente, por acreditar nas músicas em si e também por ser um desafio a mim como músico, pois nunca havia tocado e composto para esse estilo. Além de também agregar minha experiência a banda pois, notavelmente, ela ficou um pouco mais pesada com a minha entrada.

CV: Agradeço pela entrevista e deixo espaço para considerações finais.
FV: Agradecemos a equipe do Canibal Vegetariano pelo espaço e apoio concedidos para divulgação do nosso trabalho. Para todo mundo que quiser ouvir e acompanhar o nosso trabalho é só entrar em www.fakevulgarys.com que as músicas estão disponíveis via streaming. Quem quiser um EP físico é só entrar em contato com a banda pelo site ou pelo facebook em www.facebook.com/fakevulgarys.

Impressões sobre 'A man who says'


O primeiro EP da banda itatibense Fake Vulgarys chamou muita atenção de blogs gringos devido a qualidade musical apresentada. O disco que os caras gravaram tem cinco músicas e digo que a faixa número 2, "Sin City", é a melhor da "bolachinha". Rock com melodias, boas linhas de guitarra e um baixo com marcação precisa e ainda com "enfeites" que chamam muito atenção, principalmente de quem gosta de ouvir rock executado por bons músicos.
As outras músicas seguem uma mistura do que o pessoal convencionou chamar de "rock clássico" com pegadas de bandas "indies", principalmente dos anos 90, do século passado. As letras são todas em inglês e encaixam perfeitamente às melodias. Além das boas composições, o disco destaca-se pela qualidade de gravação. O ouvinte consegue prestar atenção a cada nota e não há instrumento que encobre outro. Para um primeiro registro, a banda começou muito bem e promete voos maiores.  

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Jornalistas lançam biografia sobre Ronnie Von

Divulgação
Cantor, conhecido como príncipe, que ameaçou o ‘reinado’ de Roberto Carlos na época da Jovem Guarda, tem sua história relatada em livro
Há duas semanas os jornalistas Antônio Guerreiro e Luiz César Pimentel, lançaram a biografia do cantor e hoje apresentador Ronnie Von, “O príncipe que podia ser rei” (Editora Planeta). Devido ao lançamento, o zine/blog Canibal Vegetariano entrevistou Pimentel para falar mais sobre o livro e como foi relatar a vida de um dos maiores nomes da música brasileira.

Canibal Vegetariano: Como surgiu a ideia de escrever a biografia sobre Ronnie Von?
Luiz César Pimentel: Estranho é que ninguém até hoje, com a história que ele tem, tenha convencido-o a ter a biografia publicada. Na prática, o Guerreiro, que escreveu comigo e trabalhamos juntos, veio há uns três anos me perguntar: “de quem você gostaria de escrever uma biografia?”. Respondi duas. Uma delas, do Ronnie. Ele falou: “então vamos começar a dele, pois era a minha e eu o convenci”.

CV: Qual importância tem o cantor em sua vida?
LCP: Ronnie Von sempre foi presente na minha vida, por meio da música [até os 80, mais ou menos], depois na TV. E minha mãe sempre falava dele, gostava muito dele. Tanto que no final do livro tem um texto bem pessoal sobre essa relação que tenho com o Ronnie por meio da minha mãe. Leia e saberá.

Divulgação

CV: Você acompanhou a carreira do cantor? E você como roqueiro, como avalia a fase psicodélica de Ronnie?
LCP: Não acompanhei de fato. Pois, quando eu comecei a ouvir música para valer ele estava na fase mais romântica, de “Cachoeira”. Então a [re]descoberta dele veio posteriormente para mim, quando comecei a ouvir os primeiros trabalhos. Os três psicodélicos são inacreditáveis. Sem dúvida estão no Top 10 dos melhores discos brasileiros de todos os tempos, encabeçados pelo meu favorito, “A Máquina Voadora”.

CV: Biografias sempre rendem certa polêmica. Como você avalia esse tipo de publicação e peço que comente sobre ações que alguns escritores sofrem quando alguém não tem a intenção de ter sua vida, ou parte dela, narrada em livro.
LCP: Se o cara fez carreira na música, TV, cinema, uma fama pública, é completamente absurdo que não aceite que sua vida seja exposta em público. Foi o “contrato” que você assinou. Todos têm livre arbítrio para seguir o caminho que quiserem. Mas, ficarem reclamando posteriormente do ônus [no caso, ter a vida contada não considero nem ônus, mas bônus, enfim] é injusto.

CV: Dizem que brasileiro não gosta de ler. Como você analisa esse conceito e como tem sido a procura pelo livro?
LCP: A procura tem sido absurda. Claro que está apenas no começo. O livro está sendo distribuído esta semana, de fato. Mas a tirar pela Fnac, no lançamento... Segundo os organizadores de evento da Fnac foi o maior evento em 15 anos de loja. Isso me leva a entender que foi maior que o Restart, que fez muita gente “xingar muito no twitter” naquela “puta falta de sacanagem”, lembra? #chupaRestart

Divulgação

CV: A bienal que está prestes a começar em São Paulo, ajuda na captação de novos leitores?
LCP: Espero que sim. Estamos marcados para lançar o livro lá, no dia 31, um domingo à tarde. Aproveito e convido os novos leitores por aqui a irem lá.

CV: Haverá outros eventos para o lançamento do livro como ocorreu na capital paulista?
LCP: Marcado, temos esse da Bienal. Acho que deve rolar em outros Estados. Mas ainda não sei.

CV: Deixo espaço para considerações finais.
LCP: Obrigado pelo interesse. Faço questão de falar sempre que pedem sobre o livro, pois é muito elogioso ter o interesse de alguém pelo seu trabalho. Espero que tenhamos feito justiça ao cara que é o Ronnie Von nesta biografia, pois ele foi um tremendo cavalheiro, não tentou dificultar em nada o trabalho, nem nos momentos em que tocamos nas coisas e situações mais delicadas de sua vida. Tanto que ele só leu o livro publicado. Não precisa falar mais nada, né?

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Raro Zine apresenta: 'Bragança Resiste'

Arquivo Pessoal
German, uruguauio, mora em Atibaia, fã de rock e está sempre nos principais eventos underground de sua cidade e Bragança Paulista. Ele também é responsável pelo Raro Zine, que diariamente traz novidades sobre a cena independente, com indicação de shows e principalmente entrevistas com bandas de todos os pontos do Brasil. Há alguns dias, ele lançou a coletânea "Bragança Resiste", apenas com bandas que compõem material próprio e são da "terra da linguiça". Para saber mais sobre este lançamento, nós do Canibal Vegetariano trocamos uma ideia com esse camarada de batalha.

Canibal Vegetariano: Como rolou a ideia de fazer uma coletânea com bandas bragantinas?
German: Bom ,a ideia nasceu de não ficar limitado a uma página e sim também poder mostrar a um público maior, o que é feito em Bragança. Isso tomou forma para que pudesse divulgar de modo mais amplo as bandas e que isso alcançasse público de outras localidades que tenham interesse nessas bandas. Hoje com o poder da tecnologia podemos distribuir desse modo,a coletânea "Bragança resiste" remete aos 80, com influências daquelas compilações como o Sub, Ataque Sonoro, Grito Suburbano, tomada as devidas proporções e épocas, no consenso final um registro sonoro de quase uma década de história.

CV: Como foi a escolha de quem entraria nesse disco?
G: A escolha surgiu da admiração e amizade com grande parte das bandas e a presença em shows e carreira de algumas delas, me fez estar mais presente na trajetória delas... Então naturalmente os contatos e convites foram surgindo. Paralelamente as matérias e entrevistas no Rarozine foi baseado em bandas que possuíam material pronto e sem a preocupação de estilos ou algo do tipo, Bragança sempre foi bem alternativa, sendo cada banda com sua identidade sonora sem soar repetitiva.

CV: O que Bragança Paulista representa no cenário musical atual não só do rock como da música independente?
G:Talvez muitos não saibam, mas a cidade é há muitos anos parte do circuito nacional...isso em termos de shows, artes e etc. Grande parte das bandas (uma boa parte) diria já teve sua passagem por aqui. Inúmeras bandas estrangeiras já passaram por aqui, as gerações foram mudando, mas grande parte das pessoas que hoje colabora para esse crescimento musical são as mesmas de anos atrás, que estava com intuito de realmente realizar algo na cidade. Isso também proporcionou muitas voltas destas bandas que já haviam tocado aqui.


CV: Quais os próximos lançamentos do Raro Zine?
G: A princípio a proposta é a sequência com o volume 2, só que agora contando com bandas de Atibaia (onde moro) do cenário metal. Estou finalizando materiais dessas bandas e aguardando algumas para um possível lançamento antes do fim de agosto. Para outubro/novembro uma terceira coletânea agora sem ser regional,contando com bandas que se tornaram amigas do zine e que se prestaram rapidamente a ideia de participar da compilação. Já estamos em andamento com um projeto sobre memórias fotográficas de shows, tanto de Bragança como alguns de Atibaia que contará um pouco da parte visual dessa época, retratado em fotos de alguns profissionais e nós mesmos que estávamos presentes neles (e que vai ter colaboração do próprio Canibal vegetariano) que também poderá ter uma edição virtual, para que todos tenham acesso ao material. E muitas entrevistas que virão, posso adiantar: Cólera, Invasores de Cérebros, Catarro, O inimigo, Periferia S/A e muito mais... algumas entrevistas com bandas que estarão no festival Autorock(Campinas) e estarei cobrindo pela primeira vez como Rarozine, o Cardápio Underground(Bragança Paulista) que logo divulgará sua programação.

CV: Ultimamente muita banda boa tem aparecido em seu zine. Como rola esses contatos?
G: Primeiramente obrigado pelo elogio, fico contente quando as pessoas comentam ou até mesmo divulgam o trabalho; grande porcentagem das bandas que já estiveram no zine são de contatos com os próprios integrantes anteriormente em shows. A partir daí ficou tudo mais viável nas entrevistas e matérias, mas quando não possuo contato, tento me comunicar com a banda, ouvir mais, conhecer mais a banda... a qualidade vem de que atualmente as bandas possuem um compromisso total com a música, por isso tantas bandas boas na ativa...

CV: Que análise você faz das bandas atuais. Muita gente diz que 'o rock morreu', você concorda?
G: "O rock morreu???". Do meu ponto de vista nunca, o que vejo é que há muitos querendo matar ele, mas sinceramente ele está aí para quem quiser apreciar, seja ele instrumental, punk, hardcore, metal, indie, etc.

CV: E temos uma cena em nossa região?
G: Não sei se existe uma cena concreta, unida e que apoie tudo, mas asseguro que na medida do possível as pessoas, as bandas se mobilizam para um contexto final. O público em si é diferenciado e enxergo também tons de insatisfação, de pessoas que somente criticam, mas não ajudam em nada, para um tal fortalecimento da cena, mas as coisas mudaram muito, mas as cidades possuem suas bandas interessantes mesmo com a predominante veia das bandas "covers", cidades como Jundiaí, Campinas, Americana, Sorocaba, Bragança Paulista, Atibaia tem seus nomes relevantes... mas ainda há gente que acredita num propósito da música underground...

CV: German, agradeço pela entrevista e deixo espaço para suas considerações finais.
G: Ao público em si, vejam com bons olhos para música feita no Brasil, o país é um dos maiores celeiros musicais no mundo, basta só procurar... vá em shows, tire fotos, monte uma banda, organize shows, divulgue, essa é a verdadeira proposta de uma cena... um conjunto de pessoas que buscam um só ideal. Quero agradecer todas as bandas que estão na coletânea e principalmente a vocês do Canibal Vegetariano pelo interesse e apoio! Grande abraço.

Impressões sobre 'Bragança Resiste'

Uma coletânea de bandas novas e outras que estão na estrada há algum tempo. O lançamento do Raro Zine traz ao ouvintes ótimas novidades sonoras, pois passa a limpo um pouco do cenário dessa cidade, Bragança Paulista, que há anos é uma das mais ativas no cenário underground e de vanguarda.
Em termos de rock há um pouco de tudo, indie, rock, folk, punk, metal, hardcore, música instrumental. Tem material para todo o gosto e mostra todo ecletismo de uma cidade que respira música, basta ver a quantidade de eventos que são realizados durante o ano. Entre as bandas de destaque desta coletânea temos: Leptospirose, Cheesehead, Framboesas Radioativas, Sonora Scotch e Druques.
Para ouvir ou baixar a coletânea acesse: http://rarozinerecords1.bandcamp.com/releases
Para ler as novidades do Raro Zine: https://m.facebook.com/rarozine

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

FISTT comemora 20 anos com shows especiais

Marina Filippe
O FISTT, que surgiu em Jundiaí (SP) como uma reunião de garotos que queriam tocar Ramones em 1994, agora comemora suas vinte primaveras em um final de semana especial. Isso porque a banda leva um show exclusivo ao Aldeia Bar - em sua cidade natal - no sábado (16), e repete a dose no Hangar 110 no domingo (17). Os eventos terão participações de ex-integrantes e músicas de todos os álbuns, que relembram formações, apresentações marcantes e, claro, histórias boas para contar.
Quem conferir o show ao vivo no Aldeia Bar ou no Hangar 110 poderá curtir de perto os clássicos “Minduim”, “Vinteum” e “Menininha”, além de outras músicas de um setlist que pretende agradar os novos e antigos fãs, que terão uma banda cheia de energia, como o FISTT sempre fez. “Todos esses anos tocamos em inúmeras cidades e nos divertimos muito! Vamos reunir essas melhores lembranças em shows especiais. Afinal, não é sempre que se comemora 20 anos de banda”, diz o vocalista Nick.
No sábado, o evento terá também a banda Pense, que lança o disco Além Daquilo que te Cega, e promoções especiais. Enquanto no domingo participam também as bandas Monday Sucks e The Fingerprints.
Pablo Zanella
Serviço Sábado:16 de agosto, às 22h.
Local: Aldeia Bar – Rua do Retiro, 279 – Jundiaí
Entrada: R$15 com confirmação no evento do facebook e R$20 na porta.
Censura da casa: 18 anos. Menores somente acompanhados pelos pais ou responsáveis
Serviço Domingo: 17 de agosto, às 18h.
Local: Hangar 110 – Rua Rodolfo Miranda, 110 – São Paulo
Entrada: R$15 antecipado e R$ 25 na porta
Censura da casa: 14 anos
Na segunda-feira (18), os caras serão entrevistados no programa mais tosco da web, A HORA DO CANIBAL, a partir das 22h30. Para ouvir acesse: http://www.radioclickweb.com/

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Promoção ‘Grito da Independência’

Galero, o programa A HORA DO CANIBAL em parceria com o fanzine/blog Canibal Vegetariano e a Rádio Click Web traz para você ouvinte/leitor, mais uma promoção tosca, daquelas que dão medo. 
Agora o lance é o “Grito da Independência”. Dois ouvintes/leitores ganharão presentes. Para participar basta o interessado nos prêmios enviar foto, vídeo, frase para zinecanibal@hotmail.com, com algo referente a independência, seja para qualquer tipo de independência. E como sempre, os piores serão os melhores e levarão os brindes.
O primeiro combo tem DVD da banda Teatro Mágico: “Segundo Ato”, CD demo da banda, além de CDs das bandas Meivorts, de Valinhos, e Rosa de Saron, sendo dois; “o agora e o eterno” e também “horizonte distante, ao vivo”.

Combo 1
O segundo combo vai recheado com seis CDs, sendo: 3 do Teatro Mágico: “Segundo Ato”, “A Sociedade do Espetáculo” e “Demo”. Também terá o EP Autocontrole da banda Meivorts e da Rosa de Saron “o agora e o eterno” e também “horizonte distante, ao vivo”.

Combo 2
Então é isso, os interessados podem enviar quantos e-mails quiser e a promoção é válida até 8 de setembro, às 22h, quando os vencedores serão conhecidos no programa A HORA DO CANIBAL, transmitido toda segunda-feira pela Rádio Click Web. Para ouvir acesse: http://radioclickweb.com/


domingo, 10 de agosto de 2014

Festival de Inverno movimenta turismo e promove arte em Bragança Paulista

Canibal Vegetariano
 No dia 18 de julho ocorreu a abertura do 13º Festival de Inverno de Bragança Paulista que este ano terá várias atrações musicais, de todos os estilos, mostras de artes visuais e áudio visual, teatro, dança, programação infantil, debates, reflexões, workshops e serviços. No sábado (19) e domingo (20), a galera do Canibal Vegetariano esteve em terras bragantinas e acompanhou parte do primeiro fim de semana do festival. Durante a visita, Luís Henrique Duarte, o Quique Brown, secretário de Cultura de Bragança, falou sobre os eventos.
“Tudo o que foi planejado foi executado de maneira perfeita nesta primeira etapa. Muita gente compareceu aos eventos, obtivemos grande destaque em vários setores da mídia e isso contribuiu bastante para a presença do público e nosso atendimento foi ‘campeão’, deu tudo certo”, destacou Duarte.
O secretário citou também a importância em investir em arte e cultura. “Cultura é investimento e não gasto. Quanto mais se investe nessa área, mais dinheiro é gerado em outros setores da economia. Quando as pessoas veem para Bragança, elas consomem alimentos, serviços e em outras áreas. E é importante destacar que atualmente é mais fácil criar empregos na área cultural que em indústria, devido ao montante que uma área necessita para operar, enquanto na Cultura o investimento é menor”, afirmou.

DIVULGAÇÃO
Canibal Vegetariano

No segundo dia de festival, vários eventos foram programados para a Praça Central de Bragança. Várias manifestações artísticas ocorreram e também ouve feira de livros, discos, artes e também conscientização ambiental. “Misturamos muita coisa na abertura para divulgar legal o festival e o efeito foi muito positivo”, destacou Duarte.
Duarte disse também que devido a Copa do Mundo, houve atraso no início do festival e muitos que aguardavam temeram pela realização. “A cada nova edição a expectativa aumenta. O festival completa 13 anos, mas há seis que ele realmente cresceu. Com isso, há uma grande espera e expectativa, as pessoas aguardam ansiosamente”, pontuou.
O festival chega a sua 13ª edição e esta é a primeira sob o comando do atual secretário, que afirmou que pretende ampliar o evento. “O trabalho como secretário é muito diferente em comparação ao de vereador. No Legislativo nós fiscalizamos e indicamos, aqui na secretaria fazemos tudo acontecer. E para melhorar ainda mais, pretendo conversar com secretários de outros municípios para saber o que podemos fazer juntos. Isso já foi debatido em Conferência Estadual de Cultura. Essa interação foi muito debatida e penso ser muito importante”, finalizou.